OFICINA: TRIBUNAIS TEATROS CONGRESSOS E ARENAS

OFICINA: TRIBUNAIS TEATROS CONGRESSOS E ARENAS

Com Maíra do Nascimento e Giovanna Monteiro

> Faça sua Inscrição <

O que é a OFICINA: TRIBUNAIS TEATROS CONGRESSOS E ARENAS?

Como exercitar o encontro? É possível debater ideias através de experimentações poéticas? Como o teatro pode ajudar na argumentação dessas ideias? E, mais: como romper a rotina exaustiva do dia-a-dia por meio da experiência do aqui e agora, em coletivo, exercitando a reflexão?

A oficina tribunais, teatros, congressos e arenas: práticas teatrais para exercitar o debate se propõe a ser um espaço de encontro, sensibilização e reflexão, por meio do teatro. Partindo do clássico grego Antígona, de Sófocles, serão desenvolvidos uma série de procedimentos criativos de forma a facilitar a experiência da presença, do debate e da troca de ideias.

A partir de procedimentos como o teatro-imagem e teatro-fórum, de Augusto Boal, bem como dos materiais que cada participante trouxer para fomentar o debate (notícias, depoimentos, recursos poéticos e suas vivências pessoais e/ou profissionais), mediaremos essa experiência coletiva reflexivo-poética.

A tragédia Antígona, que relata a saga da heroína homônima que, ao enterrar seu irmão Polinices, desobedece a lei da cidade de Tebas, serve de disparador para a experimentação coletiva.  Assim como na tragédia, que coloca frente a frente um embate argumentativo, a oficina se propõe a facilitar o debate e a troca de ideias de seus participantes de forma lúdica e criativa, a fim de criar um campo aberto à experimentação e à reflexão crítica.  Qual é o papel do Creonte na Tragédia e o que ele nos conta sobre Poder? Quais os argumentos contrapõem o Estado e Antígona? É possível fazer relações entre as figuras desse mito e nossos dias atuais?

Na tentativa de abrir espaço, na nossa rotina diária, para a desautomatização de nossos corpos e mentes, a oficina se propõe a ser, primeiramente, um meio de encontro, sensibilização e experiência coletiva e política através do contato com procedimentos e experimentações teatrais.

Público-alvo

A oficina é aberta a todos os interessados no debate de ideias e na experimentação coletiva e poética. Acreditamos que seu formato possa ser bastante útil também para: estudantes de Direito, Economia e áreas correlatas; estudantes de cursos de Humanas; estudantes de Teatro, atores, etc; estudantes secundaristas, entre outras categorias.

Maíra do Nascimento

Maíra do Nascimento nasceu em Aracaju, Sergipe. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe em 2011. Migrou para São Paulo em 2012 e ingressou no Bacharelado em Artes Cênicas onde formou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Desde o início de sua carreira transita entre áreas de criação teatral: direção, iluminação, atuação, performance, dramaturgia e pedagogia do teatro. Nessa trajetória multi-task e pouco ortodoxa, dirigiu os espetáculos (.dentro) e É assim que vivem os czares. E, em 2016, foi vencedora do concurso Nascente como melhor jovem diretora, pela PRCEU-USP. Em 2017, foi vencedora do mesmo concurso com o espetáculo YERMA, da Incandescente Cia, da qual era atriz. É iluminadora do Heterônimos Coletivos de Teatro, do Núcleo Macabéa, do CACTU coletivo de teatro. Também é iluminadora do espetáculo Feminino Abjeto II, ação performativa e híbrida, cuja direção é de Janaína Leite. É, ainda, atriz-performer do Comitê Escondido Johann Fatzer, cujo mais recente trabalho, Terra Tu Pátria, centra-se na pesquisa de documentos do nosso momento político atual.

Giovanna Monteiro

Giovanna Monteiro, é atriz graduada pela Escola de Comunicações e Artes da USP e também pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Dedica-se à pesquisa através do teatro documental com o Comitê Escondido Johann Fatzer. Atuou nos espetáculos Não ouço os passos de ninguém entre os escombros e Terra Tu Pátria do mesmo grupo. É integrante do CACTU Coletivo de Teatro que tem como interesse investigar dramaturgias latino americanas e criar espetáculos que transitam entre o campo da dança e do teatro. Em 2018, viaja para Coremas (Sertão da Paraíba) com CACTU Coletivo de Teatro para apresentar o espetáculo Ser Pó. Também participou como atriz da leitura encenada Os Fuzis da Sra. Carrar e do espetáculo Aos que vieram antes nós, ambos com direção de Maria Thaís. Em 2016, foi atriz e preparadora corporal do espetáculo Shake, Shake, Shake meu amor com direção de Francisco Salgado. Durante 2015 e 2016, fez parte do grupo de pesquisa em cinema AP43. Em 2019, realizou como assistente de produção a 6ª Mostra de Teatro Internacional de São Paulo (Mitsp).

Quando?

19 de outubro
Sábados
10h-14h

Quanto?

AULA ABERTA GRATUITA

> Faça sua Inscrição <

Quer reservar seu espaço?

Mande seu projeto e proposta, que analisaremos
e caso estejam alinhados com nossa filosofia entraremos em contato.